Hack for Good

Maratona de desenvolvimento tecnológico com impacto social

Em 2016, a Fundação Calouste Gulbenkian lançou a iniciativa Hack for Good, uma maratona de desenvolvimento tecnológico (hackathon) focada em encontrar soluções tecnológicas inovadoras para problemas sociais.

A primeira edição foi dedicada ao tema do Envelhecimento, fenómeno que coloca Portugal como um dos 28 Estados membros com mais baixos índices de renovação da população em idade ativa. Ao longo de 36 horas consecutivas, os 150 participantes de todo o país, organizados em 35 equipas multidisciplinares, procuraram desenvolver respostas que para melhorar a qualidade de vida da população sénior nas áreas da estimulação cognitiva, comunicação e relações sociais, transferência de conhecimentos, saúde e bem-estar, cuidadores formais e informais, nutrição, mobilidade e finanças pessoais.

Os programadores, designers, engenheiros, gestores e outros profissionais e estudantes que compuseram as equipas, mantiveram contacto com pessoas mais velhas, profissionais de saúde, investigadores ou cuidadores para garantir a pertinência e qualidade das suas soluções. As 10 melhores ideias foram apresentadas publicamente, num pitch de 3 minutos, e apreciadas por um júri composto por representantes de empresas tecnológicas e de organizações ligadas à saúde e envelhecimento.

A plataforma online Cuidar-e, desenvolvida para facilitar a vida aos cuidadores informais (pessoas que têm a seu cargo familiares idosos), através do apoio na gestão das tarefas ou da disponibilização e partilha de informação útil, arrecadou o primeiro prémio desta primeira edição.

Em segundo lugar ficou classificada a aplicação XIMI, que pretende combater a solidão e o sedentarismo dos idosos através da “gamificação” das suas rotinas, criando dinâmicas de interação e convívio. O Voice Ring, uma aplicação de gestão de tarefas para idosos autónomos que gera feedback instantâneo para os cuidadores acerca da concretização das mesmas, ficou em terceiro lugar.

Para cumprir esta missão, a Fundação Calouste Gulbenkian contou com o apoio de empresas tecnológicas como IBM, HP, Siemens, Samsung e Microsoft, e parceiros como o Programa Active and Assisted Living (AAL) e o Instituto Fraunhofer.

 

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